Nova diretoria promete estratégia guiada por dados e foco em liquidez
Hapvida – A operadora de saúde anunciou recentemente uma troca ampla em sua cúpula e confirmou Lucas Garrido, ex-BCG, Itaú Asset e GIC, como novo diretor financeiro. A mexida ocorre dias após rumores de venda da operação Sul e aumento da fatia familiar no capital, numa tentativa de reforçar governança e recuperar valor de mercado.
- Em resumo: Garrido assume o caixa enquanto Hapvida revisa portfólio e corta ativos fixos para estabilizar fluxo de caixa.
CFO com histórico em Itaú e GIC assume finanças
Formado na escola de gestão de investimentos, Garrido foi sócio do Boston Consulting Group nos últimos três anos, já atuando na reestruturação comercial da Hapvida em São Paulo. Agora, passa a substituir Luccas Adib, que sobe à cadeira de CEO. A companhia quer um “business partner” que aprofunde esteiras analíticas e discipline o uso de capital, movimento observado em outras operadoras de saúde listadas, conforme análise da Forbes.
“Ele tem uma visão muito calcada em dados e não teme pôr a mão na graxa”, comentou Adib sobre o novo CFO.
Pressão de investidores acelera reformas internas
O anúncio chega na esteira da carta pública da gestora Squadra, detentora de quase 7 % do capital, que cobrou enxugamento de ativos e revisão do conselho. Em paralelo, a família Pinheiro elevou sua participação para 51,3 %, sinalizando voto de confiança na estratégia. A empresa, que já valeu R$ 90 bi na B3, hoje oscila abaixo de R$ 6 bi, mas reagiu 15 % desde a divulgação das vendas regionais.
Além de Garrido, entram Fabiane Reschke (jurídico), Felipe Nobre (estratégia e RI), Felipe Araújo (pessoas), Gianfranco Lucchesi (planos premium) e Bruno Pinto (chief medical officer). Segundo comunicado, a combinação preserva executivos experientes enquanto agrega competências em M&A, produtos de alto ticket e gestão hospitalar — pilares cruciais para capturar sinergias após a fusão com NotreDame Intermédica e enfrentar a escalada de custos médico-hospitalares no país.
No curto prazo, analistas projetam que a alienação de ativos no Sul possa liberar capital para reduzir alavancagem. Em paralelo, o novo CFO deve acelerar iniciativas de analytics para precificação dinâmica de planos, tecnologia já usada por pares globais como UnitedHealth, e investir em telemedicina para diminuir sinistralidade.
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Crédito da imagem: Divulgação / Hapvida