Relatório expõe contraste entre cortes imediatos e empregos que ainda vão nascer
Goldman Sachs – Em análise divulgada recentemente, o banco indica que a adoção acelerada de inteligência artificial derrubou em média 16 000 postos de trabalho por mês nos Estados Unidos, elevando o desemprego em 0,1 ponto percentual e afetando sobretudo profissionais em início de carreira.
- Em resumo: setores com tarefas repetitivas sentiram a maior substituição, enquanto áreas complementadas pela IA ganharam fôlego.
Telemarketing, seguros e cobrança lideram as demissões
Funções de rotina, como operações telefônicas e análise de sinistros, são as mais expostas a modelos generativos, confirma o estudo. Dados adicionais da MIT Technology Review reforçam que assistentes virtuais treinados em linguagem natural já reduzem em até 35 % o tempo de atendimento, tornando call centers menos dependentes de mão de obra humana.
“Grande parte do custo está recaindo sobre os trabalhadores menos experientes”, escreveu Elsie Peng, analista do Goldman Sachs.
Construção de data centers e aumento de produtividade podem virar o jogo
Apesar do baque inicial, o banco lembra que a demanda por novos data centers — essenciais para treinar modelos como o ChatGPT — pode criar milhares de vagas na próxima década. Estimativas da Synergy Research apontam que provedores de nuvem investirão mais de US$ 200 bilhões até 2028 em infraestrutura, impulsionando eletricistas, engenheiros e técnicos de refrigeração.
Além disso, relatórios da McKinsey projetam que o salto de produtividade trazido por IA generativa pode adicionar até US$ 4 trilhões ao PIB global anual, realocando parte da força de trabalho para funções de alto valor, como curadoria de dados, engenharia de prompt e governança de algoritmos.
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Crédito da imagem: Divulgação / Forbes Brasil