Venda relâmpago preserva serviços de emergência e muda o tabuleiro das teles
Método Telecom conquistou, em 8 de abril, a unidade de telefonia fixa da Oi ao desembolsar R$ 60,1 milhões à vista, decisão homologada pela 7ª Vara Empresarial do TJ-RJ. O acordo evita a descontinuidade de linhas críticas e insere uma operadora regional no centro da infraestrutura legado da antiga concessionária.
- Em resumo: negócio obriga a nova dona a manter 7,4 mil localidades e números 190, 192 e 193 até dezembro de 2028.
Por que a proposta mineira venceu o leilão?
A disputa contou apenas com Sercomtel Comunicações, que ofereceu R$ 60 milhões parcelados em dez vezes. O pagamento integral da Método atendeu ao edital e recebeu aval do Ministério Público, Anatel e órgãos de fiscalização. Segundo o Bloomberg Technology, operações à vista reduzem riscos regulatórios e aceleram a preservação de serviços essenciais.
“A nova operadora terá a obrigação de manter o serviço nessas áreas até pelo menos dezembro de 2028.”
Impacto regulatório e potencial de escala
A Anatel ainda precisa emitir anuência prévia, enquanto avalia reverter a migração da Oi de concessão para autorização — variável que pode redefinir a modelagem do acordo. Além das linhas de emergência, a Unidade Produtiva Isolada agrega torres, cabos, postes e orelhões, ativos que permitem à Método expandir ofertas de fibra e soluções corporativas em regiões onde a Oi é a única prestadora.
Fora do processo de falência, a companhia mineira terá de investir em modernização de rede legada de cobre para IP, tendência vista em programas como o CloudWAN da AWS, que corta custos de backhaul em até 40%. Analistas estimam que o “ticket” de CAPEX para atualização possa superar o valor pago no leilão, mas abre portas a receitas de serviços gerenciados, comunicação unificada e reconhecimento facial — segmentos já explorados pelo Grupo Método desde 1990.
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Crédito da imagem: Divulgação / Oi