Nave SR-1 promete reduzir a viagem Terra-Marte para meses
NASA — Em anúncio recente, a agência confirmou que a Space Reactor-1 Freedom (SR-1) será a primeira espaçonave interplanetária movida por um reator de fissão, com lançamento planejado para o fim de 2028 e chegada a Marte em apenas um ano.
- Em resumo: Reator de 20 kW alimentará propulsão elétrica nuclear, reutilizando módulo de energia do cancelado Gateway.
- Em jogo: Estados Unidos querem vencer China e Rússia na próxima fronteira da corrida espacial.
Por que a NASA trocou o solar por fissão no espaço?
Diferente dos RTGs usados em sondas como a Voyager, o reator da SR-1 gerará calor contínuo para eletrificar gás propelente e garantir empuxo por longos períodos. Especialistas destacam que a tecnologia, além de acelerar a viagem, reduz a exposição dos astronautas à radiação cósmica — um divisor de águas para futuras missões tripuladas. Segundo análise da Bloomberg Technology, os cortes de custo em lançamentos comerciais e o avanço de materiais refratários tornaram a aposta nuclear economicamente viável.
“Depois de décadas de estudo, e de bilhões gastos em conceitos que nunca deixaram a Terra, a América finalmente começará a usar energia nuclear no espaço”, declarou Jared Isaacman durante o anúncio em Washington.
Concorrência geopolítica acelera o cronograma
A meta da SR-1 coincide com planos sino-russos de instalar um reator na Lua até 2035 — pressão que levou a NASA a reabrir programas cancelados, como o DRACO, sob uma nova ótica de parcerias público-privadas. O Instituto Nuclear Futures, no País de Gales, afirma que, se bem-sucedida, a missão validará radiadores de grande superfície e sistemas de contenção que poderão ser replicados em bases lunares permanentes.
Um comparativo da Administração de Energia dos EUA mostra que o reator espacial, embora 50 000 vezes menos potente que uma usina terrestre, basta para alimentar instrumentos, comunicações de alta taxa e propulsão contínua. Analistas também apontam sinergia com o mercado de satélites de órbita média, que pode adotar versões miniaturizadas da tecnologia para manobras autônomas de longa duração.
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Crédito da imagem: Divulgação / NASA