Retorno da Artemis II põe à prova o escudo térmico Avcoat
NASA – Missão Artemis II se prepara para a fase mais arriscada de sua jornada de mais de um milhão de quilômetros: a reentrada da cápsula Orion, prevista para gerar temperatura superior a 2.760 °C e um silêncio de comunicação que ficou conhecido como “oito minutos de terror”.
- Em resumo: a Orion cruzará a atmosfera a 38 mil km/h, perderá contato com Houston e dependerá de paraquedas críticos a 8 km do Pacífico.
Velocidade hipersônica e blackout de dados
A 120 km de altitude, a nave mergulhará num ângulo calculado para dissipar energia sem comprometer a integridade da tripulação. O atrito criará um plasma que bloqueia rádio e telemetria, repetindo o drama vivido por gerações de astronautas. Segundo análise da Wired, o escudo Avcoat — herdado do programa Apollo, porém com nova formulação — é projetado para consumir-se gradualmente e afastar calor crítico.
“São oito minutos em que não ouviremos nada; cada sensor estará mudo enquanto a Orion vira uma bola de fogo”, alertou a equipe de voo durante a transmissão pela Record.
Paraquedas supersônicos e resgate naval
Quando a cápsula reduzir para cerca de 500 km/h, três paraquedas principais de 340 m² cada serão inflados para amortecer o impacto no Pacífico. A Marinha dos EUA posicionou o navio de doca USS Portland a menos de 10 km do ponto de splashdown, pronto para içar a Orion em menos de duas horas — operação semelhante à realizada na Artemis I, mas agora com quatro astronautas e 600 kg de experimentos a bordo.
O sucesso deste retorno valida etapas cruciais para a Artemis 4, que visa instalar o Gateway lunar e, enfim, colocar humanos na superfície da Lua. Quais outros desafios você acredita que a NASA deve priorizar antes do próximo pouso lunar? Para acompanhar a cobertura completa, visite nossa página principal.
Crédito da imagem: Divulgação / NASA