Oracle corta até 10 mil postos e passa por reestruturação
Oracle — A gigante de banco de dados iniciou, recentemente, uma reestruturação global que já teria desligado mais de 10 000 funcionários nos Estados Unidos, Índia e Canadá, segundo apuração da Business Insider.
- Em resumo: cortes podem atingir até 18% do quadro para liberar caixa destinado a infraestrutura de Inteligência Artificial.
Pacote de saída limitado e comunicado seco
O e-mail padrão aos desligados informa que “hoje é seu último dia de trabalho” e oferece quatro semanas de salário-base, acrescidas de uma semana por ano de casa, limitadas a 26 semanas. A abordagem direta repete o padrão visto em outras big techs, mas chama atenção pelo volume de afetados. A Bloomberg já havia antecipado, no início de março, que a companhia destinaria a economia dos layoffs à corrida da IA generativa na nuvem.
“Temos algumas notícias difíceis para compartilhar […] decidimos eliminar sua função como parte de uma reestruturação organizacional mais ampla.” — mensagem interna obtida pela Business Insider.
Corte bilionário financia clusters de GPU para IA
Analistas do TD Cowen estimam que a Oracle pode enxugar entre 20 000 e 30 000 vagas — até 18% dos 162 000 colaboradores — para redirecionar capital a data centers otimizados para IA. Relatórios de mercado calculam que um cluster de GPU H100, padrão para treinamento de modelos, custa acima de US$ 100 milhões; um investimento que a empresa precisa acelerar para competir com as ofertas de cloud AI de Alphabet e Amazon Web Services.
Em 2023, a Oracle já ampliou em 30% seus gastos de capital, chegando a US$ 8,6 bilhões, parte dedicada ao Oracle Cloud Infrastructure (OCI). A meta é dobrar a capacidade de regiões em nuvem até 2025, aproximando-se dos 33 pontos de presença globais do Google Cloud, segundo dados do Data Center Knowledge. O movimento torna os cortes um “mal necessário” para sustentar margens enquanto o ciclo de IA exige alto poder computacional e energia.
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Crédito da imagem: Divulgação / Oracle