Migração da Geração Z para PCs e cobrança por transparência marcam o setor
Pesquisa Game Brasil 2026 – Divulgada em 9 de abril, a sondagem entrevistou 7.115 brasileiros e sinaliza que, mesmo com 80,7% tratando games como principal entretenimento, a fatia de consumidores caiu para 75,3%, enquanto cresce a preocupação ética com Inteligência Artificial generativa.
- Em resumo: 45,7% dos jogadores temem que a IA precarize a criação de jogos e 39,6% veem riscos de violação de direitos autorais.
IA sob escrutínio: transparência vira exigência do público
O debate sobre ferramentas como Midjourney e ChatGPT chegou com força ao setor de jogos. Especialistas lembram que estúdios triplicaram o uso de modelos de linguagem para roteirizar NPCs em 2025, movimento que agora sofre resistência. Mauro Berimbau, da Go Gamers, diz que a comunidade aceita a tecnologia desde que a “alma” do jogo seja preservada. Já relatórios da MIT Technology Review indicam que frameworks de IA podem cortar até 30% dos custos de pré-produção.
80,7% dos respondentes consideram os jogos como sua principal forma de entretenimento.
Mudança de plataforma e peso econômico explicam o freio no consumo
Embora o mobile siga líder (44,1%), a Geração Z impulsiona o PC gamer, que alcançou 21,1% de participação – acima dos consoles (24%). Esse grupo busca sessões mais longas e competitivas, o que pressiona o ticket médio em um momento de inflação global no mercado de componentes. Segundo projeção da Newzoo, o setor mundial deve faturar US$ 211 bi em 2026, mas analistas apontam que a estabilização no Brasil reflete uma priorização de gastos pós-pandemia e o fim da confusão entre jogos eletrônicos e apostas online, após a regulamentação de bets em 2025.
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Crédito da imagem: Divulgação / Forbes Brasil