IA assume o volante da infraestrutura e antecipa falhas em tempo real
Ericsson — A fabricante sueca revelou recentemente avanços em redes “baseadas em intenção”, capazes de configurar, otimizar e até corrigir roteadores e antenas sem tocar humano, etapa vista como peça-chave do futuro 6G.
- Em resumo: algoritmo decide o “como fazer” após o operador definir apenas o objetivo do serviço.
Do “objetivo” à configuração automática
Segundo a companhia, o operador só informa metas como “garantir streaming 4K nesta região” e a malha decide parâmetros sozinha. Ideias semelhantes são estudadas por gigantes de nuvem, como detalha a MIT Technology Review, que vê IA como caminho para redes autônomas em escala global.
“A intenção é dizer o que a gente precisa e a rede se virar para descobrir e definir o como fazer aquilo”, explica Mateus Santos, líder da Ericsson Research Brasil.
O que muda para operadoras e usuários
A Ericsson calcula que a automação corte até 40 % dos custos operacionais (OPEX) de manutenção nos primeiros anos de 6G, ao mesmo tempo em que reduz latência e melhora estabilidade para aplicações críticas, como cirurgias remotas e carros conectados. Analistas lembram que o tráfego móvel deve saltar de 90 EB para 325 EB mensais até 2030, exigindo decisões em microssegundos que humanos não conseguem tomar.
A plataforma Ericsson Intelligent Automation Platform (EIAP) já incorpora parte dos algoritmos treinados no centro de pesquisa de Indaiatuba (SP), onde 270 famílias de patentes foram geradas nas últimas duas décadas. Provas de conceito com operadoras latino-americanas ocorrem em paralelo aos debates globais de padronização do 6G, cuja implantação comercial pode iniciar antes de 2030, segundo o CEO Börje Ekholm.
O que você acha? A adoção de redes autogerenciáveis é o próximo passo inevitável? Para mais análises sobre infraestrutura e cloud, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Ericsson