Licença britânica destrava a maior aposta da fintech europeia
Revolut – Um mês depois de receber a aguardada licença bancária no Reino Unido, a fintech de origem londrina prepara um IPO para 2028 com perspectiva de atingir até US$ 200 bilhões em valor de mercado, de acordo com o Financial Times.
- Em resumo: licença aprovada acelera plano de abertura de capital e pode multiplicar em seis vezes a avaliação atual.
Da licença à listagem: o cronograma que muda o jogo
A autorização do Banco da Inglaterra encerra quatro anos de espera e permite que a Revolut amplie seus serviços de depósitos garantidos e empréstimos, reforçando a receita antes da estreia na bolsa. Analistas ouvidos pela Bloomberg Technology ressaltam que a companhia precisará sustentar crescimento anual acima de 30% para justificar a meta de valuation.
“O selo regulatório reduz o custo de captação e abre portas para produtos de maior margem, condição indispensável para qualquer fintech que ambiciona Wall Street”, pontuou uma fonte do setor financeiro ao jornal britânico.
Por que US$ 200 bi não é miragem — e quais riscos ameaçam
Fundada em 2015, a Revolut soma 35 milhões de clientes globais e receita estimada em US$ 2,3 bilhões em 2023. Para alcançar a marca de US$ 200 bilhões, a empresa teria de repetir casos como o do Nubank, que chegou a US$ 45 bilhões no IPO de 2021, e superar bancos digitais europeus como Monzo e N26. O objetivo passa por:
- Expansão nos EUA e Ásia, com infraestrutura em nuvem escalável em AWS e Google Cloud.
- Diversificação de receita via câmbio, criptoativos e cartões corporativos.
- Margens superiores a 20% até 2027, segundo projeções internas vazadas.
Do lado do risco, o aumento das taxas de juros pressiona o custo de capital, enquanto eventuais falhas de compliance podem reacender a desconfiança de reguladores — ainda fresca após investigações de 2022.
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Crédito da imagem: Divulgação / Revolut