Teste extremo expõe o potencial (e os limites) da mobilidade vestível nas montanhas
Hypershell – a startup chinesa levou seu exoesqueleto de 800 W para as trilhas mais desafiadoras do Reino Unido, numa maratona de 24 horas pelos picos Ben Nevis, Scafell Pike e Snowdon, para provar se o gadget realmente “turbinaria” a escalada.
- Em resumo: Dispositivo cortou em até 30% o esforço em subidas íngremes, mas revelou pontos críticos de ergonomia e autonomia.
Como funciona o motor de 55 Nm que empurrou o alpinista
O Hypershell Omega é preso à cintura e às coxas; um algoritmo de detecção de terreno ajusta, em 0,02 s, o torque de um motor brushless de 55 Nm e 800 W para aliviar a carga sobre joelhos e quadris. Segundo dados do fabricante, a bateria de 1 000 Wh garante assist mode por até 25 km, com velocidade máxima de 20 km/h. A aposta integra uma onda de exoesqueletos de consumo que, de acordo com projeções da Wired, deve movimentar US$ 8 bi até 2030.
“Em trechos acima de 20% de inclinação, a redução de fadiga foi notável; já nos platôs planos, o peso extra (1,8 kg) fez diferença”, relata o testador citado pela TechRadar.
Ganhos de performance x desafios de campo
Na travessia dos Three Peaks, o exoesqueleto se destacou em trechos rochosos curtos, onde a explosão de torque poupou energia vital para a descida. Contudo, surgiram três problemas: ajuste incômodo para usuários abaixo de 1,65 m, ruído perceptível a 60 dB em rotações máximas e troca de bateria demorada (aprox. 4 min) sob chuva fina típica das Highlands.
Para investidores, a tecnologia sinaliza novas oportunidades em turismo de aventura inclusivo. Empresas de outdoor gear já estudam integrar sensores Lidar para mapear degraus naturais e calibrar o torque em tempo real, algo comum em exoesqueletos industriais da Sarcos e da Hyundai.
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Crédito da imagem: Divulgação / Hypershell