Virada industrial mira demanda de IA e margens maiores
Samsung Electronics decidiu interromper novos pedidos dos módulos LPDDR4 e LPDDR4X, direcionando suas fábricas para memórias mais recentes e de maior valor agregado, movimento confirmado por sua própria página de produtos marcada como “descontinuado”. O cronograma mantém entregas pendentes até o fim de 2026, com corte total no 1º trimestre de 2027.
- Em resumo: fabricante realoca produção para DDR5, LPDDR5X e HBM, onde as margens chegam a ser 40% maiores.
Capacidade migra para DDR5 e HBM3E
A escalada de aplicações de inteligência artificial, que exige largura de banda cada vez maior, tornou a HBM a “mina de ouro” do momento. De acordo com análise da Bloomberg Technology, a demanda global por HBM deve triplicar até 2028, impulsionada por datacenters de IA generativa.
“Isso significa que a fabricação deve continuar até o final de 2026, com o encerramento no primeiro trimestre de 2027.”
Ao libertar linhas de 20 nm dedicadas às gerações antigas, a Samsung consegue acelerar a migração para nós de 10 nm e abaixo, essenciais para empilhar até 12 camadas de HBM4 — produto cujo preço por gigabyte supera em até cinco vezes o da LPDDR4X.
O que muda para smartphones e PCs ultracompactos?
Embora LPDDR5 e LPDDR5X já equipem chipsets topo de linha da Apple, Qualcomm e MediaTek, modelos intermediários ainda recorrem à geração 4X pela economia. Com o fim dos novos contratos, analistas preveem leve pressão de custo nesses segmentos a partir de 2027. Em contraponto, o estoque do mercado secundário deve crescer, alimentado pela busca de fabricantes menores por alternativas baratas.
O que você acha? A estratégia da Samsung acelera ou freia a inovação nos dispositivos que cabem no seu bolso? Para acompanhar outras movimentações de negócios e tecnologia, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Samsung