Estratégia amplia atuação além dos FIDCs e pressiona rivais
SRM – Recém-saída da aquisição da Empírica, a gestora de R$2 bilhões em FIDCs abriu uma divisão de debt capital market (DCM) e pretende captar até R$500 milhões em emissões já no primeiro ano, diversificando seu portfólio e abrindo nova frente de receita.
- Em resumo: nova área de DCM nasce com meta de R$500 mi em emissões no primeiro ciclo.
Primeiro ano já prevê R$500 mi em emissões
A meta significa movimentar cerca de um quarto do total hoje sob gestão da casa. O plano é estruturar debêntures, notas comerciais e CRIs para médias empresas, aproveitando o apetite de investidores institucionais por crédito privado, que cresceu 37% em 12 meses, segundo estimativa da Forbes.
“A operação de DCM complementa nosso pipeline de FIDCs e entrega soluções completas de funding a clientes de middle market”, diz a SRM, ao anunciar a nova vertical.
Por que a diversificação importa para a gestora
Com o ciclo de queda da Selic e o aumento do risco de crédito concentrado, gestores buscam ativos que combinem proteção e retorno real. A SRM, até então focada em FIDCs multicedente e multisacado, amplia sua oferta em um mercado que bateu R$452 bilhões em emissões de dívida corporativa em 2023, de acordo com a Anbima. Além do volume, a estrutura própria de originação reduz dependência bancária e pode elevar as margens da casa.
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Crédito da imagem: Divulgação / NeoFeed