Atualizações prolongadas aumentam confiança, mas não o bolso de quem revende
Samsung – A decisão da marca de oferecer até sete anos de updates reacendeu o debate sobre valorização no mercado de segunda mão, que já movimenta milhões de aparelhos no Brasil.
- Em resumo: suporte estendido eleva interesse do comprador, porém o estado físico continua sendo o fator-chave na precificação.
Estado de conservação segue no topo dos critérios de compra
Especialistas ouvidos pelo Canaltech apontam que bateria, tela e funcionamento geral pesam mais do que o software. A análise converge com relatórios da Bloomberg Technology, que indicam queda no ritmo global de trocas: usuários mantêm o mesmo aparelho por até 40 meses.
“O software é um dos elementos, mas antes disso o consumidor quer saber se o aparelho liga, tira foto e navega”, resume Flávio Peres, CEO da Trocafone.
Suporte estendido vira moeda de confiança, não de valorização
O maior benefício do update longo, segundo Peres, é psicológico: o comprador se sente mais seguro ao pagar por um smartphone de três ou quatro anos. Isso se alinha ao movimento de fabricantes como Apple e Motorola, que ampliam políticas de software para competir em durabilidade.
Do lado regulatório, a União Europeia já discute exigir peças e correções por até cinco anos, reforçando o “direito ao reparo” e pressionando marcas globais a padronizar a prática. No Brasil, onde 85 % dos usuários ainda procuram modelos intermediários, essa tendência pode alongar ciclos de troca e reduzir o lixo eletrônico, apontam dados da Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica).
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Crédito da imagem: Divulgação / Canaltech