Investimento recorde pretende dobrar capacidade crítica no Brasil
Tecto Data Centers anunciou recentemente um aporte de US$ 2 bilhões até 2028 para ampliar sua presença na América Latina e acelerar a oferta de infraestrutura para aplicações de inteligência artificial e computação em nuvem.
- Em resumo: cinco novos sites entram em operação em 2026, elevando a potência instalada prevista para além de 300 MW.
AI Grid e macro edge: a aposta para latência ultrabaixa
O plano combina a arquitetura AI Grid — malha regional de baixíssima latência — com o conceito AI Factory, que concentra clusters de GPU para treinar modelos de IA de alta densidade. Essa abordagem segue a tendência de distribuir cargas de processamento mais perto do usuário, estratégia já validada por gigantes do setor, segundo análise do Data Center Knowledge.
“Entramos em um plano robusto de investimentos e uma estratégia clara de expansão”, afirmou Tito Costa, CRO da Tecto.
Nova frente enterprise amplia disputa pelo mercado nacional
Além de hyperscalers e operadoras, a companhia mira agora o segmento enterprise, que movimentou cerca de US$ 3,3 bilhões em serviços de colocation no Brasil em 2023, de acordo com a consultoria Omdia. Para ganhar vantagem competitiva, a Tecto coloca equipes comerciais locais em cada cidade-alvo e oferece pacotes de colocation, interconexão e serviços gerenciados sob demanda.
Entre os cinco projetos previstos para 2026, o destaque é o TGRU1, em Santana de Parnaíba (SP), com capacidade de até 200 MW — potencial suficiente para alimentar mais de 400 mil servidores de IA de última geração. No Sul, o TPOA1, em Porto Alegre, reforça o corredor de conectividade que liga o Brasil ao restante do Mercosul.
A companhia já opera sete data centers — quatro no Brasil e três na Colômbia — totalizando 50 MW. Com o novo plano, pode superar marcas de concorrentes como Ascenty e Equinix na região Nordeste, onde o TFOR3, em Fortaleza, serve de ponto de aterragem para 17 cabos submarinos.
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Crédito da imagem: Divulgação / Tecto