Como falhas nesses cabos podem paralisar nuvem, IA e o mercado financeiro
Cirion Technologies – Em análise publicada recentemente, a empresa alerta que a estabilidade da economia digital brasileira passa pela proteção de cabos submarinos, responsáveis por quase todo o tráfego internacional de dados.
- Em resumo: 95% a 99% das conexões globais trafegam por 1,4 milhão de km de cabos que correm risco em zonas de conflito.
Geopolítica transforma fibra oceânica em alvo estratégico
Do Golfo Pérsico às rotas do Atlântico, pressões entre Estados Unidos e Irã evidenciam a fragilidade dessa malha. Relatórios de defesa já tratam cabos como “oleodutos de dados”. Ameaças variam de sabotagem a acidentes com âncoras, segundo levantamento do Data Center Knowledge.
“Diferentemente de satélites, cabos submarinos são ativos físicos concentrados em trajetórias conhecidas, tornando-os suscetíveis a danos deliberados ou acidentais.”
Brasil tem janela única para virar hub digital do Atlântico Sul
Fortaleza já abriga mais de 15 sistemas de desembarque e novos projetos prometem investir US$ 2 bilhões até 2027, ligando o país à África e à Europa com menor latência. Analistas da Gartner estimam que workloads de IA dobrarão a demanda por largura de banda oceânica em três anos, exigindo rotas redundantes, sensores de monitoramento em tempo real e integração com parques de data centers em São Paulo e Rio.
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Crédito da imagem: Divulgação / Cirion Technologies