De 0,05 kWh a 0,17 kWh: por que a mesma maratona de séries pesa tanto na sua fatura?
Philco, LG e Britânia — Um comparativo recente mediu o consumo real de 10 televisores entre 32″ e 58″ e revelou diferenças que podem acrescentar quase R$ 200 ao custo anual de energia de uma residência.
- Em resumo: a Philco P58KGA gasta até 3 x mais que a Britânia BTV42G6FR2CP para a mesma sessão de 5 h diárias.
Quanto cada quilowatt pesa na prática
O levantamento apontou variação de 0,05 kWh a 0,17 kWh por hora entre os modelos analisados. Considerando a tarifa paulista de R$ 0,90/kWh, isso significa desembolsar de R$ 6,75 a R$ 22,95 todo mês apenas para manter a TV ligada. Segundo projeções da BloombergNEF, o custo da eletricidade no mercado brasileiro deve seguir pressionado por bandeiras tarifárias e alta no preço do gás.
Nos testes, os modelos apresentaram consumo variado entre 0,05 kWh e 0,17 kWh por hora de uso.
Eficiência além do tamanho: painel e configuração contam
Embora telas maiores tendam a consumir mais, a análise mostrou que uma TV OLED de 55″ gastou menos que modelos LED de 43″. Isso ocorre porque painéis mais novos contam com drivers de baixa tensão e modos de brilho adaptativo. Outra referência é o Selo Procel A, que garante até 30 % de economia frente a aparelhos sem classificação.
Para contextualizar, um ar-condicionado de 9.000 BTU consumindo 20 h semanais chega perto de 25 kWh/mês — quase o mesmo de uma TV “gastona” ligada 35 h semanais. Otimizar brilho, desligar HDR em conteúdo SDR e ativar o modo “Eco” são ajustes simples que reduzem até 15 % do gasto, segundo ensaios do Instituto de Pesquisas Energéticas (Ipen).
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Crédito da imagem: Divulgação / Canaltech