Pesquisa revela abismo entre classes sociais e acesso à IA
Cetic.br — O estudo TIC Domicílios 2025 mostra que 50,2 milhões de brasileiros já utilizam ferramentas de inteligência artificial no cotidiano, mas aponta que esse avanço segue concentrado nas camadas com maior renda e escolaridade.
- Em resumo: 69% da classe A aderiram à IA contra apenas 16% das classes D e E.
Classe A dispara, D e E ficam de fora do salto tecnológico
A brecha de adoção preocupa especialistas porque pode agravar a desigualdade de oportunidades no mercado de trabalho. Relatório do MIT Technology Review reforça que quem domina IA tende a capturar salários mais altos e vagas qualificadas.
“A expansão da IA generativa evidencia os desafios da inclusão digital no Brasil. O acesso à tecnologia não basta se a conectividade for limitada ou faltarem habilidades digitais”, destaca Fabio Storino, coordenador do TIC Domicílios.
ChatGPT e Claude: juristas e devs puxam a fila de uso
Dados da Anthropic divulgados em 2026 indicam que a redação, revisão e análise de peças jurídicas já somam 8,2% de todas as interações brasileiras no Claude, enquanto o setor de Computação e Matemática responde por 29% do tráfego. Já o ChatGPT, segundo a OpenAI, recebe 140 milhões de prompts diários vindos do país, com 20% voltados a escrita e 6% a programação.
Esses números explicam por que o Brasil ocupa a terceira posição global no volume de requisições ao ChatGPT, atrás apenas de Estados Unidos e Índia. Grandes fornecedores de nuvem, como AWS e Google Cloud, investem em GPUs dedicadas para IA no país, ampliando a oferta de modelos hospedados localmente e reduzindo latência para empresas nacionais.
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Crédito da imagem: Divulgação / Canaltech