Estratégia AIR quer cortar etapas de ativação e escalar projetos IoT corporativos
Virtueyes — A provedora brasileira de conectividade lançou recentemente a linha AIR baseada em eSIM e aposta que mais de 50% dos 1,5 milhão de chips que opera migrarão para o novo formato até 2028, movimento sustentado por investimento inicial de R$ 1 milhão.
- Em resumo: eSIM com padrão SGP.32 promete activar milhares de dispositivos sem trocar hardware físico.
eSIM SGP.32 destrava provisionamento em massa
Desenvolvido pela GSMA, o profile SGP.32 facilita o bootstrap remoto de dispositivos, permitindo que integradores alternem entre redes públicas e privativas com poucos cliques. Segundo Taize Wessner, CEO da Virtueyes, o recurso elimina erros de instalação e reduz SLA de ativação — um diferencial em verticais como logística e telemetria, onde a escala beira dezenas de milhares de sensores. A tendência ganha tração global: estudo citado pelo TechCrunch indica que o volume de aparelhos com eSIM deve ultrapassar 6 bilhões nos próximos cinco anos.
“A proposta é eliminar a dependência do chip físico e reduzir etapas operacionais na ativação de dispositivos”, reforçou Wessner durante o anúncio.
Plataforma V.EYE adiciona analytics e troca de perfis em tempo real
Além do chip digital, a Virtueyes apresenta a plataforma proprietária V.EYE (apelidada internamente de “Vai”), que traz recursos de ativação em lote, personalização de menus e relatórios de consumo. A empresa afirma ter homologação da Claro para operar no Brasil e acordos internacionais que habilitam uso fora do país. O painel deve ganhar em breve automação de troca de perfis, recurso relevante para projetos multinuvem que alternam entre 4G e redes privativas LTE/5G.
Analistas apontam que a troca remota de perfis também mitiga riscos de falhas de campo e cortes de roaming, problema recorrente em frota de caminhões conectados. A GSMA estima que, até 2028, 70% dos novos dispositivos IoT já saiam de fábrica com eSIM embarcado, movimento que pode economizar até 30% em custos de logística de chips físicos.
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Crédito da imagem: Divulgação / Virtueyes