Estrangeiros miram Brasil em busca de proteção e ganho com matérias-primas
Kapitalo Investimentos sustenta que o recente ingresso de capital externo na Bolsa brasileira está ancorado em uma possível arrancada prolongada das commodities, fenômeno que favorece exportadoras listadas em São Paulo.
- Em resumo: gestora mantém Vale, Suzano e Embraer como pilares e reduz exposição a ativos locais sensíveis ao juro.
Fluxo estrangeiro tem lógica, dizem gestores
Para os gestores Hegler Horta e Bruno Mauad, não se trata de “gringo apertando botão”, mas de um movimento consistente alimentado pela reindustrialização de países desenvolvidos e pela necessidade de estoques estratégicos – tema reforçado em análises da Bloomberg.
“Não é o gringo louco; o mundo está reconstruindo cadeias e precisa de minério, petróleo e celulose”, resume Mauad.
Cenário eleitoral, juro alto e posições defensivas
A carteira de ações da Kapitalo carrega aposta líquida próxima de 100%, porém com menor alavancagem desde março, quando a volatilidade do petróleo dobrou a cautela. A casa também mantém shorts em varejistas, refletindo o ceticismo com uma queda sustentada da Selic diante do impasse fiscal.
Dados adicionais reforçam a tese: o Bloomberg Commodity Index avança cerca de 7% em 2024, enquanto a oferta global de metais segue apertada após cortes de produção na Austrália e na China. Historicamente, cada 10% de alta no minério de ferro adiciona quase R$ 9 bilhões ao Ebitda anual da Vale, segundo cálculos de analistas do mercado.
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Crédito da imagem: Divulgação / Kapitalo