Especialistas apontam urgência na requalificação profissional
Ben Goertzel – conhecido como “pai da AGI” – voltou a prever que, dentro de dois a três anos, uma inteligência artificial geral no nível humano tornará a maior parte dos cargos atuais obsoleta, ecoando a mesma preocupação já manifestada por Sam Altman, da OpenAI.
- Em resumo: AGI pode chegar antes de 2030 e eliminar funções inteiras, exigindo novas competências humanas.
AGI em até 3 anos: o que muda no mercado
Goertzel explicou, em entrevista recente, que o avanço da AGI deve seguir o mesmo ciclo da IA generativa: primeiro o “salto técnico”, depois a adoção massiva. Segundo análise da Wired, o investimento global em modelos fundacionais ultrapassou US$ 50 bilhões apenas no último ano, acelerando esse cronograma.
“Quando se alcança uma AGI com nível humano, a grande maioria dos empregos se torna obsoleta.” — Ben Goertzel
As 3 competências que resistem à automação total
Para atravessar o “período de transição”, Goertzel recomenda focar em três frentes:
1. Relacionamento humano e comunicação – A inteligência emocional e a escuta ativa ganham valor em um cenário onde conexões genuínas se tornam raras.
2. Capacidade de se reinventar rapidamente – Relatórios do Fórum Econômico Mundial já listam adaptabilidade e aprendizado contínuo entre as top skills até 2027.
3. Autoconhecimento – Profissionais que não dependem da função para definir identidade tendem a migrar com menos resistência para novos papéis.
A consultoria Gartner acrescenta que até 2028 mais de 60% das empresas adotarão programas formais de upskilling para evitar rotatividade forçada, enquanto plataformas como Coursera registram alta de 34% em matrículas em cursos de soft skills no último semestre.
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Crédito da imagem: Divulgação / OpenAI