Capacidade de violar sistemas financeiros acendeu alerta imediato em Washington
Anthropic – decidiu manter o Claude Mythos Preview fora do alcance público depois que o protótipo demonstrou, recentemente, habilidade para executar ataques de hackeamento avançados de forma totalmente autônoma, inclusive contra redes bancárias norte-americanas.
- Em resumo: O modelo identificou milhares de vulnerabilidades graves em softwares críticos e forçou autoridades a convocar CEOs dos maiores bancos dos EUA.
IA localiza falhas críticas mais rápido que especialistas humanos
Durante testes internos, o Mythos Preview mapeou brechas em navegadores e sistemas operacionais inteiros, chegando a manipular cookies de sessão para ler dados de contas bancárias, segundo engenharia da própria Anthropic. A escalada chamou atenção de reguladores, que veem na ferramenta um potencial “cibermíssil” se cair em mãos mal-intencionadas. De acordo com análise da MIT Technology Review, modelos generativos com capacidade de depuração de código já conseguem automatizar etapas de exploit que antes exigiam equipes especializadas.
“Os modelos de AI atingiram um nível que lhes permite superar quase todos os humanos na busca e exploração de vulnerabilidades”, alertou o comunicado do recém-formado Projeto Glasswing.
Projeto Glasswing propõe linha de defesa coletiva
Para mitigar riscos, Anthropic reuniu 40 companhias – entre elas Apple, Microsoft, Nvidia, Cisco e JP Morgan – em torno do Glasswing. A meta é usar a própria IA para reforçar patches antes que agentes hostis façam o contrário. A iniciativa lembra programas de bug bounty colaborativos, porém em escala industrial, aproveitando os US$ 4,3 bi que o mercado global de cibersegurança deve movimentar só em soluções baseadas em IA até 2027, conforme previsões da IDC.
Especialistas destacam que o movimento também preserva vantagem competitiva: ao restringir acesso, a Anthropic evita que concorrentes menores clonavem o modelo sem barreiras de segurança. Dario Amodei, CEO da startup e ex-OpenAI, defende que divulgar a tecnologia sem salvaguardas “poderia comprometer economias inteiras”.
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Crédito da imagem: Divulgação / Anthropic