Gestora de alternativos passa ao controle integral do banco em ofensiva de alta margem
Bradesco – Ao consolidar, recentemente, 100% do capital da Tivio Capital, o banco amplia sua frente de gestão de recursos e sinaliza uma disputa direta pelo mercado de investimentos alternativos, hoje dominado por casas como a Kinea, do Itaú.
- Em resumo: aquisição reforça a estratégia do Bradesco de escalar produtos de maior rentabilidade para investidores de alta renda.
A virada após joint venture com o Banco BV
A origem da operação remonta à joint venture firmada em agosto de 2022 com o Banco BV, desenhada para acelerar a vertical de asset management do Bradesco. A compra da fatia remanescente encerra o acordo e concentra governança, distribuição e desenvolvimento de produtos sob um único comando – movimento que lembra a ascensão da Kinea, segundo análise do Bloomberg Markets.
“Era um claro movimento para tentar replicar o modelo de sucesso da Kinea”, aponta documento interno citado na negociação.
Disputa pelos R$ 300 bi em alternativos no Brasil
Dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) indicam que fundos imobiliários, de crédito estruturado e multimercado já somam mais de R$ 300 bilhões sob gestão no país. A estrutura da Tivio Capital, especializada em estratégias de risco e retorno assimétrico, será acoplada à Bradesco Asset Management (BRAM), que sozinho administra mais de R$ 700 bilhões.
Com a integração, o banco projeta sinergias em análise quantitativa, captação via plataforma digital e expansão internacional, aproveitando a rede de custódia em Nova York e Luxemburgo. O movimento ocorre em meio à queda da Selic, contexto que costuma impulsionar a busca por produtos de maior volatilidade e rentabilidade.
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Crédito da imagem: Divulgação / Bradesco