Levantamento revela corrida corporativa por inteligência artificial “mão na massa”
Lenovo e IDC — A dupla divulgou recentemente o CIO Playbook, pesquisa com mais de 500 companhias latino-americanas que coloca o Brasil na dianteira da implementação de agentes de IA e destaca um salto imediato nos orçamentos dedicados à tecnologia.
- Em resumo: 97% das organizações planejam aumentar o aporte em IA nos próximos 12 meses, priorizando agentes autônomos para receita, segurança e eficiência.
Agentes ganham tração enquanto governança vira gargalo
Os agentes de IA deixaram de ser experimento de laboratório e já figuram no topo da lista de compras das empresas brasileiras. A tendência acompanha discussões globais sobre IA Agêntica, conceito que a MIT Technology Review aponta como próximo passo na automação de fluxos corporativos.
“O maior gargalo hoje é o medo… apenas 20% conseguiram estabelecer um processo de governança e segurança confiável”, pontua Ricardo Bloj, presidente da Lenovo no Brasil.
Infraestrutura híbrida desponta como caminho mais curto
Para driblar custos de GPU em nuvem e latências críticas, 83% dos entrevistados pretendem adotar arquitetura híbrida, combinando datacenters locais com public cloud. Segundo o AWS Architecture Blog, esse modelo reduz em até 40% o TCO nos estágios de inferência — vantagem decisiva para quem executa múltiplos agentes conversando em tempo real com sistemas de ERP e CRM.
Setores líderes e previsões até 2027
Telecom, manufatura e bancos já operam projetos sistêmicos, usando IA preditiva para detectar fraude e IA generativa no atendimento. A mesma pesquisa estima que, até 2027, metade das compras de PCs corporativos virá com co-processadores neurais embarcados, preparados para agentes locais capazes de funcionar offline na borda.
O que você acha? A adoção agressiva de agentes pode colocar o Brasil na vanguarda digital da América Latina? Para mais análises, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Lenovo