Relatório interno antecipa temporada de balanços desafiadora
BTG Pactual – Recentemente, o banco de investimento publicou análise prevendo que a combinação de endividamento elevado e Selic de dois dígitos deve reduzir o desempenho financeiro de quase metade das companhias que acompanha no primeiro trimestre de 2025.
- Em resumo: custos financeiros maiores devem drenar margens em 44% das empresas sob cobertura do BTG.
Balanços iniciam com Usiminas; Santander e Suzano vêm na sequência
O cronograma de resultados começa com a Usiminas em 24 de janeiro e, na semana seguinte, inclui nomes como Santander, Suzano e WEG. Segundo dados da Bloomberg, o juro real brasileiro segue entre os mais altos do G20, o que comprime fluxo de caixa e eleva a inadimplência corporativa.
“Com empresas mais endividadas do que há um ano e a taxa de juros ainda em patamares elevados, a expectativa é de deterioração nos números do primeiro trimestre”, destaca o relatório do BTG.
Setores sob maior risco e efeito cascata no CAPEX
A análise indica que varejo, construção civil e siderurgia sentirão o impacto mais forte da Selic, atualmente em 11,75% após quatro cortes consecutivos do Banco Central. O custo médio da dívida corporativa subiu 2,3 pontos percentuais em 12 meses, pressionando Ebitda e adiando investimentos em expansão.
Em paralelo, projeções da Anbima mostram que R$ 280 bilhões em debêntures vencem até dezembro, forçando as companhias a refinanciar a taxas ainda pouco atrativas. Para investidores, o alerta do BTG funciona como termômetro de risco num mercado em que o prêmio exigido por papéis de empresas alavancadas já supera 200 pontos‐base.
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Crédito da imagem: Divulgação / NeoFeed