Patrimônio negativo e receitas em queda acendem alerta máximo no setor
Oi – Em relatório protocolado na 7ª Vara Empresarial do TJ-RJ, a operadora revelou que sua crise econômica se aprofundou, mesmo após venda de ativos e revisão de contratos, colocando em risco a continuidade de serviços essenciais.
- Em resumo: Endividamento total supera R$ 42 bilhões, enquanto o caixa pode encolher a R$ 29 milhões até setembro de 2026.
Corte de receita e margem negativa corroem a operação
Entre outubro de 2025 e fevereiro de 2026, a receita líquida despencou quase 30%, reflexo direto da perda de clientes e da insegurança jurídica que afasta novos negócios. De acordo com dados compilados pela Bloomberg Technology, o cenário brasileiro de telecom exige alto investimento contínuo, o que agrava a situação de empresas altamente alavancadas.
“Em fevereiro de 2026, a margem bruta da companhia ficou em -64% e o EBIT permaneceu negativo, chegando a -110% no mês anterior”, aponta o documento judicial.
Dívida bilionária trava planos de 5G e expansão de fibra
A estrutura patrimonial continua pressionada: o passivo total corresponde a 256% do ativo, com R$ 8,1 bilhões vencendo até 2027. Esse cenário reduz o espaço para investir em 5G e em redes FTTH, áreas onde concorrentes como Claro e Vivo avançam rapidamente. Desde 2016, quando entrou em recuperação judicial pela primeira vez, a Oi alienou torres, operações móveis e parte da V.tal, mas ainda sustenta o maior processo de reestruturação do setor na América Latina.
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