Assembleia do Sindpd-SP inicia contagem de 72 h para paralisação total
Qintess – A fornecedora de soluções de TI viu 80% de seus profissionais em São Paulo votarem pelo estado de greve, após sucessivos atrasos em salários, FGTS e verbas rescisórias colocarem a renda de centenas de famílias em risco.
- Em resumo: se não houver acordo, a paralisação pode começar em três dias corridos.
Do FGTS às férias: as pendências que motivam o movimento
Dívidas trabalhistas se acumulam: há seis meses de FGTS em aberto, férias vencidas sem quitação e vale-refeição pago fora do prazo. A direção propôs parcelar débitos em até dez meses, sugestão recusada em assembleia. Especialistas alertam que disputas assim podem se tornar dispendiosas para o setor de tecnologia; um artigo da Forbes destaca o aumento do risco trabalhista em empresas de TI com crescimento acelerado.
“A regularização dos depósitos será feita a partir do próximo mês, adicionando uma parcela em atraso por mês, até a quitação total em dez meses”, propôs a Qintess, segundo ata do Sindpd-SP.
Pressão de mercado e riscos para 3 mil talentos globais
A companhia, que declara presença em nove países e mais de 800 clientes, pode enfrentar impactos reputacionais e financeiros caso a greve se consolide. Dados da consultoria Gartner indicam que substituir um profissional de TI sênior custa até 150% do salário anual, elevando o risco de perda de know-how em plena corrida por transformação digital. Em paralelo, o mercado global de outsourcing de TI deve ultrapassar US$ 587 bilhões em 2027, segundo projeções da Statista, ampliando a concorrência por mão de obra qualificada.
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Crédito da imagem: Divulgação / Qintess