Pressão cresce para rever jornadas e blindar equipes contra o burnout
NR-1 atualizada – Prestes a entrar em vigor no fim de maio, a nova Norma Regulamentadora e a Lei 14.831/2024 obrigam as empresas brasileiras a integrar saúde mental ao Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), sob pena de multas e interdições.
- Em resumo: adequar processos virou pré-requisito para proteger pessoas e lucros.
Checklist de compliance não garante produtividade
Muitas companhias correm para abrir canais de denúncia e aplicar censos demográficos, mas uma visão meramente burocrática ignora custos invisíveis: absenteísmo, rotatividade e perda de inovação. Segundo análise da Forbes, cada dólar investido em programas de bem-estar pode retornar até US$ 4 em produtividade e redução de sinistros.
“Conformidade evita multas, mas é a cultura que retém talentos e impulsiona a inovação.”
Semana de 4 dias evidencia a conta que fecha
A Vockan, pioneira no Brasil na adoção da jornada reduzida, registrou ganho de 41 % na performance após alinhar metas a ciclos de descanso. Tendência semelhante desponta em pilotos globais: em 2023, 92 % das empresas britânicas que testaram a semana de 32 horas mantiveram o modelo, citando maior engajamento e economia em recrutamento.
Além de rever jornada, especialistas recomendam incluir telepsicologia, stay interviews e políticas de desconexão no PGR. A norma também estimula relatórios transparentes de estresse ocupacional, o que pode influenciar investidores ESG a reprecificar ativos expostos a riscos humanos.
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Crédito da imagem: Divulgação / Vockan