Setor teme perder “trem-bala” de competitividade se Senado adiar votação
Brasscom — a associação que representa gigantes de tecnologia e telecom — intensificou, na última terça-feira (14/4), a articulação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para reativar o Projeto de Lei 278/26. Conhecido como Redata, o texto cria um regime especial de tributação para data centers e é visto como peça-chave para destravar incentivos estaduais.
- Em resumo: Aprovação do Redata abriria caminho para convênio que reduz em até 90% o ICMS sobre equipamentos de data center.
Janelas de investimento bilionário estão em risco
A Brasscom alerta que, sem o Redata, o Brasil perde competitividade na corrida por novos campi de cloud hyperscale, setor que movimentou US$ 70 bilhões globalmente em 2023, segundo levantamento do Data Center Knowledge.
“Antigamente a gente dizia que tinha um bonde passando; aqui tem um trem-bala passando”, frisou Affonso Nina, presidente-executivo da Brasscom.
Impacto fiscal e energético preocupa estados e investidores
Hoje, dois terços da carga tributária sobre servidores, roteadores e demais bens de capital instalados em data centers vêm do ICMS. Governadores aguardam sinal verde do Senado para firmar convênio no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) que oficialize a redução de até 90% do imposto. A estimativa do mercado é que a medida possa acelerar projetos que, juntos, adicionem mais de 200 MW de capacidade computacional ao país — o suficiente para suportar o crescimento previsto de IA generativa e 5G corporativo.
Além da renúncia fiscal, discute-se incluir o gás natural como fonte renovável de energia para data centers, alinhando o Redata às metas de ESG que hoje direcionam carteiras de investimento globais.
O que você acha? O incentivo deve priorizar energia limpa ou a urgência de competitividade? Para mais análises sobre infraestrutura digital, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Brasscom