Projeto piloto mira estudantes de escolas públicas e prepara expansão nacional
Ministério das Comunicações (MCom) – Em 23 de abril de 2024, a pasta e a Anatel lançaram o Meninas Telecom, programa que busca transformar alunas do ensino médio em futuras líderes dos setores de telecomunicações e tecnologias da informação e comunicação (TICs). A iniciativa chega em meio a um mercado que, segundo consultorias, carece de mão de obra qualificada e diversidade de gênero.
- Em resumo: Meta é multiplicar a participação feminina em cargos técnicos e de liderança, começando por 150 estudantes convidadas ao evento de estreia.
Meta: preencher vagas de alta demanda até 2030
O foco inicial está em oficinas, mentorias e parcerias acadêmicas. De acordo com um levantamento da Forbes sobre diversidade em tecnologia, empresas com equipes plurais registram até 30% mais receita por colaborador, impulsionando o interesse público e privado em programas como o Meninas Telecom.
“O Meninas Telecom é mais do que um programa; é um movimento em construção. Um movimento que começa hoje, mas que não termina aqui”, destacou a secretária-executiva do MCom, Sônia Faustino.
Por que a ausência feminina custa caro ao setor
Estimativas da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação (Brasscom) indicam déficit de 797 mil profissionais de TIC até 2025. Hoje, apenas 20% das vagas de alto nível em ciência, tecnologia, engenharia e matemática (áreas STEM) no Brasil são ocupadas por mulheres, cenário que limita a inovação e amplia gargalos de produtividade.
Além de ampliar o número de oficinas, o programa pretende firmar acordos com universidades federais para bolsas de graduação, enquanto operadoras de telecom já sinalizam estágios exclusivos. O MCom também avalia parcerias com institutos federais para laboratórios de 5G e Internet das Coisas, criando trilhas formativas alinhadas às necessidades reais das empresas.
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Crédito da imagem: Divulgação / Ministério das Comunicações