Economia na bomba e expansão de recarga mudam jogo para motoristas
Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) – Dados apresentados recentemente pelo presidente Ricardo Bastos mostram que, em 2025, a demanda por veículos eletrificados no Brasil avançou dez vezes mais rápido que o mercado automotivo como um todo, impulsionada por um custo por quilômetro até quatro vezes menor em comparação à gasolina ou ao etanol.
- Em resumo: dirigir elétrico já pesa apenas 25% no bolso em relação aos combustíveis fósseis.
Correr 100 km custa o preço de um cafezinho
De acordo com Bastos, a energia elétrica necessária para percorrer o mesmo trajeto que um carro a combustão pode representar só um terço do desembolso habitual em postos de serviço. Um estudo da BloombergNEF confirma a tendência global, atribuindo a economia não apenas ao valor do kWh, mas também à manutenção enxuta – dispensam trocas de óleo e exigem menor desgaste de freios.
“O carro elétrico é mais simples, ele consegue ter uma manutenção menor”, reforça Ricardo Bastos.
Recarga nos condomínios e vida longa das baterias
A infraestrutura acompanha o ritmo: São Paulo já garante, por lei, o direito de instalar carregadores em garagens, medida que começa a ser replicada por outros estados. Paralelamente, o último balanço da ABVE aponta para mais de 3 mil pontos públicos de recarga espalhados pelo país, número 35% maior que no ano passado.
Sobre a durabilidade, as baterias contam com sistemas de refrigeração embarcados que retardam a degradação. A estimativa é de mais de uma década para chegar a 80% da capacidade, e as montadoras oferecem oito anos de garantia. Quando a substituição se torna necessária, o componente custa em torno de 10% do valor do veículo – bem distante do mito de “meio carro”.
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Crédito da imagem: Divulgação / ABVE