Mudança no mix de clientes eleva ARPU e pressiona infraestrutura nacional
S&P Global Market Intelligence – O novo relatório da consultoria sinaliza que o ciclo de migração de linhas pré-pagas para pós-pagas, aliado à adoção acelerada do 5G, sustentará um crescimento médio de 2,9% ao ano na receita dos serviços móveis brasileiros até 2032.
- Em resumo: pós-pago e 5G puxam faturamento, mesmo com base de usuários praticamente estagnada.
5G avança e pré-pago recua
Em 2025, a quinta geração já respondia por 26,9% das assinaturas – salto de 45,4% em 12 meses – enquanto o 4G encolheu 10,1%. A guinada acontece em linha com outras economias emergentes, como aponta análise da Bloomberg Technology, que destaca a América Latina como um dos mercados mais dinâmicos para novas frequências.
“Nossos modelos estimam uma taxa composta de 0,4% para o total de assinaturas móveis entre 2025 e 2032, impulsionada pela migração do pré-pago para o pós-pago”, observa o analista Bruno do Amaral no estudo.
Infraestrutura e espectro entram no radar dos investidores
O Brasil fechou 2025 com 80.128 torres, densidade de 2.701 acessos por antena e 1.805 MHz já ocupados abaixo de 6 GHz. Apesar do avanço tímido de 1,8% nas estruturas, o cenário para os próximos anos inclui projetos de redes neutras, compartilhamento de sites e possível adoção de Open RAN para reduzir custos operacionais.
O histórico recente da Anatel, que desde o leilão de 2021 abriu espaço para parcerias regionais e obrigações de cobertura de rodovias, reforça o apetite por investimentos. Operadoras regionais e vendors de cloud despontam como potenciais compradoras de espectro de ondas milimétricas, crucial para aplicações industriais e FWA (Fixed Wireless Access).
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Crédito da imagem: Divulgação / Torre telecom