Negócio bilionário reforça Project Kuiper e pressiona rivais no espaço
Amazon – Na última terça-feira (14/4), a companhia selou a compra da Globalstar por US$ 11,6 bilhões, passo decisivo para acelerar o Project Kuiper e entrar de vez na disputa por internet de alta velocidade a partir de órbita baixa.
- Em resumo: aquisição adiciona 48 satélites operacionais e know-how orbital ao portfólio da Big Tech.
- TRANSMISSÃO: Band
Por dentro do acordo e do salto tecnológico
A Globalstar opera atualmente uma constelação em low-Earth orbit (LEO) a cerca de 1.400 km da Terra, capaz de entregar links em banda L e S. A incorporação desses ativos deverá encurtar o cronograma do Kuiper, que prevê 3.236 satélites lançados até 2029, de acordo com análise da TechCrunch.
“Depois da competição no mercado de foguetes e de robotaxis, Jeff Bezos quer desafiar Elon Musk na área de satélites de telecomunicações.”
Impacto de mercado e sinergias estratégicas
Além de rivalizar com a Starlink, a Amazon passa a controlar a infraestrutura que hoje viabiliza funções como o SOS Emergência via Satélite do iPhone 14, serviço mantido pela própria Globalstar. A gigante também reduz sua dependência da SpaceX para futuros lançamentos, uma vez que o contrato de 77 foguetes fechado em 2022 com Blue Origin, ULA e Arianespace continua de pé.
Dados da Northern Sky Research estimam que o mercado de banda larga LEO movimentará US$ 30 bilhões anuais até 2030, impulsionado por demanda corporativa em regiões sem fibra óptica. Com a aquisição, a Amazon não só garante espectro valioso em banda Ku, mas também reforça a oferta para clientes corporativos da AWS, ligando edge computing diretamente ao backbone espacial.
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Crédito da imagem: Divulgação / Amazon