Dois supercomputadores de 20 e 100 qubits prometem revolucionar pesquisa no Nordeste
Centro Internacional de Computação Quântica (CIQuanta) – Localizado em João Pessoa, o novo complexo recebeu investimento de R$ 150 milhões e desponta como o primeiro polo latino-americano a operar computadores quânticos funcionais, abrindo caminho para soluções de alto impacto em saúde, finanças e agricultura.
- Em resumo: Brasil une MCTI, Paraíba e Suzhou Quantum Center para instalar máquinas de 20 e 100 qubits até outubro de 2026.
Infraestrutura de laboratório criogênico rivaliza com gigantes globais
Os processadores serão mantidos abaixo de 10 milikelvin, faixa de temperatura só atingida por players como IBM e Google, segundo o MIT Technology Review. Para isso, a Estação Ciência Cabo Branco ganhará sistemas de criogenia de estágio múltiplo e blindagem contra vibração, recursos típicos de data centers de missão crítica.
“As soluções esperadas são novos fármacos, agricultura de precisão, otimização financeira e materiais avançados. Nosso foco é criar uma cultura que gere inovação em tecnologias quânticas”, declarou Amílcar Queiroz, presidente da Fapesq.
Capacitação e soberania tecnológica entram no radar
O cronograma prevê treinamento de pesquisadores brasileiros no Suzhou Quantum Center já no meio do ano, estratégia que busca reduzir a dependência de hardwares estrangeiros e formar mão de obra capaz de escalar algoritmos de otimização e machine learning quântico. Para especialistas, o movimento coloca o Brasil na rota da corrida mundial que deve movimentar US$ 93 bilhões até 2040, de acordo com projeções da McKinsey.
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Crédito da imagem: Divulgação / MCTI