Falta de estratégia de defesa pode travar colheitas e gerar perdas bilionárias
Agronegócio brasileiro — A rápida digitalização das fazendas, impulsionada por sensores IoT, inteligência artificial e telemetria, elevou o setor a um novo patamar de eficiência, mas também o deixou vulnerável a ataques cibernéticos, alerta um fornecedor de TI de Goiás em relatório divulgado recentemente.
- Em resumo: Superfície de ataque do campo explodiu e grupos de ransomware já mapeiam produtores como “alvos fáceis”.
Ataques visam desde tratores conectados até ERPs agrícolas
Combinando conectividade rural via 4G/5G e softwares de gestão, máquinas automatizadas operam 24h, muitas vezes sem qualquer camada avançada de proteção. De acordo com dados levantados pelo The Hacker News, o volume global de malwares voltados a dispositivos IoT saltou mais de 200% nos últimos dois anos, tendência que já alcança colheitadeiras inteligentes e estações de irrigação brasileiras.
“A adoção acelerada de tecnologias ampliou significativamente a superfície de ataque no setor, tornando o campo um alvo cada vez mais relevante para grupos cibercriminosos.” (Relatório do fornecedor de TI goiano)
Risco financeiro ultrapassa a barreira dos picos de safra
Especialistas estimam que o agronegócio nacional movimentará cerca de R$ 1,3 trilhão em 2024. Uma paralisação provocada por ransomware de apenas 48 horas em cooperativas ou tradings pode comprometer contratos de exportação e afetar o câmbio, repetindo cenários vistos no ataque global à JBS em 2021. Além disso, sensores adulterados podem gerar dados falsos sobre umidade ou uso de fertilizantes, impactando produtividade e rastreabilidade.
O relatório sugere práticas mínimas, como segmentar redes OT/IT, adotar criptografia ponta a ponta em telemetria e firmar SLAs de resposta a incidentes com provedores de conectividade satelital. Também destaca a carência de centros de operações de segurança (SOCs) dedicados ao agro, enquanto países como EUA já contam com linhas de defesa financiadas por cooperativas.
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Crédito da imagem: Divulgação / CISCOADVISOR