Valorização recorde dos clássicos Tank e Panthère surpreende investidores
Cartier — Quase 180 anos após sua criação por Louis-François Cartier, a maison francesa assume a liderança na guerra de preços do mercado secundário, eclipsando a icônica Rolex e redefinindo o apetite dos colecionadores de alto padrão.
- Em resumo: 10 dos 20 relógios que mais subiram de preço desde 2016 são Cartier, com picos de 299% no Tank Vermeil.
Mercado secundário vive aquecimento sem precedentes
Na última década, o índice global de relógios de luxo bateu recordes, impulsionado pela escassez de peças clássicas e pela entrada de investidores institucionais. Segundo levantamento citado pela Forbes, o volume de negociações em plataformas especializadas saltou 32% apenas em 2023.
“Os modelos Tank Vermeil e Panthère tiveram alta de 299% e 218% entre 2016 e 2024, superando qualquer referência do setor”, aponta o relatório divulgado recentemente.
Efeito Richemont e a nova lógica de investimento alternativo
A performance turbinada da marca também reflete a estratégia do grupo suíço Richemont, dono da Cartier, que vem reduzindo a produção do Tank de aço para preservar exclusividade. A medida contrasta com a Rolex, que prepara uma megafábrica de US$ 1 bilhão na Carolina do Sul para ampliar a oferta a partir de 2029, podendo diluir o prêmio de escassez nas peças mais procuradas.
Além disso, dados do Morgan Stanley indicam que os relógios já representam 6% dos portfólios de “wealth offices” na Europa, colocando o segmento lado a lado de obras de arte e carros clássicos como instrumentos de proteção contra inflação.
O que você acha? Cartier manterá a dianteira ou a ofensiva produtiva da Rolex vai virar o jogo? Para aprofundar, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Cartier