Peças ilegais podem estar instaladas em 10 mil veículos usados, alerta o NHTSA
Jilin Province Detiannuo Automobile Safety System (DTN) – Em comunicado recente, a agência de segurança viária dos Estados Unidos (NHTSA) ligou airbags clandestinos da fabricante chinesa a 10 mortes e 12 acidentes graves, acendendo um sinal vermelho para motoristas e revendas de carros seminovos.
- Em resumo: Autoridades investigam 10 mil carros que podem conter o componente defeituoso.
- Bolsa rasga no impacto e projeta estilhaços metálicos no rosto e pescoço dos ocupantes.
Por que 20 ms fazem a diferença entre vida e morte
A norma norte-americana exige que o airbag infle em menos de 20 milissegundos; qualquer atraso transforma o dispositivo de proteção em projétil. Testes laboratoriais mostraram que o inflador da DTN usa um propelente fora de especificação que detona de forma irregular, rompendo a bolsa e liberando fragmentos de metal – dinâmica semelhante à relatada em recalls de outras marcas, segundo análise do The Verge.
“Os airbags devem inflar em 20 milissegundos para proteger os ocupantes do carro”, lembra o NHTSA.
Mercado paralelo repete roteiro do escândalo Takata
Embora proibidos nos EUA, os infladores da DTN atravessaram a fronteira via importadores independentes e foram comprados por oficinas de reparo, atraídas pelo preço até 60 % menor que o de peças originais. O órgão suspeita que muitos veículos sinistrados foram reparados com o componente pirata antes de voltarem às lojas de usados, o que dificulta o rastreamento.
A consultoria IHS Markit estima que o mercado global de autopeças falsificadas movimente mais de US$ 45 bilhões ao ano. Em 2023, a Alfândega norte-americana apreendeu 1,7 milhão de itens de segurança veicular irregulares, incluindo cintos e airbags – número recorde impulsionado pela expansão das cadeias de suprimentos on-line.
O caso evoca o mega-recall da japonesa Takata, que já custou US$ 30 bilhões à indústria e envolve 100 milhões de airbags em todo o mundo, inclusive no Brasil. Especialistas alertam que novas tecnologias, como sensores de colisão conectados, podem ajudar a detectar peças não certificadas em inspeções futuras.
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Crédito da imagem: Divulgação / Pixabay