Mudança regula cannabis médica, mas mantém veto ao uso recreativo
Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) — A pasta rebaixou a cannabis de Schedule I para Schedule III, medida que reduz barreiras regulatórias e fiscais para o setor medicinal, mas preserva a proibição federal do consumo recreativo.
- Em resumo: Empresas ganham acesso a bancos e passam a deduzir custos operacionais, mas só para produtos aprovados pela FDA.
Destravando pesquisas e empréstimos
A nova classificação enquadra a maconha ao lado de analgésicos moderados, sinalizando menor risco à saúde e liberando financiamentos antes vetados. Segundo dados compilados pela Bloomberg, laboratórios já planejam ensaios clínicos de fase 3 em dor crônica e epilepsia.
“Essas ações proporcionam clareza imediata e de longo prazo para pesquisadores, pacientes e profissionais de saúde, mantendo controles federais rigorosos contra o tráfico ilícito”, destacou o DOJ no comunicado oficial.
Mercado reage com volatilidade
A mudança impulsionou papéis do setor na véspera, mas o recuo do uso recreativo derrubou o ETF AdvisorShares Pure US Cannabis em 17%. Ainda assim, o alívio fiscal da Seção 280E pode adicionar até US$ 2 bi em fluxo de caixa às líderes Tilray e Curaleaf, de acordo com estimativas da New Frontier Data. O mercado global de cannabis medicinal, hoje avaliado em US$ 11 bi, pode chegar a US$ 49 bi em 2030, projeta a Grand View Research.
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Crédito da imagem: Divulgação / DOJ