Automação promete cortar investigações de horas para minutos
Google Cloud – Durante o Next 2026, a companhia detalhou como agentes de inteligência artificial já assumem identificação, análise e correção de vulnerabilidades em larga escala, antecipando ataques antes mesmo que aconteçam.
- Em resumo: IA passa a simular invasões, priorizar riscos e acionar correções sem intervenção humana.
Agentes simulam ataques antes que hackers cheguem
Segundo Yinon Costica, cofundador da Wiz, os novos robôs de segurança inspecionam continuamente aplicativos expostos, reproduzem táticas de invasores e devolvem um plano de mitigação em minutos. Essa abordagem acompanha a velocidade das ameaças e reduz o tradicional “tempo de detecção” citado em pesquisas da The Hacker News, que ainda supera 200 dias em muitas empresas.
“Investigações que levavam muito tempo agora podem ser automatizadas com agentes, o que muda completamente a escala da operação de segurança”, destacou Francis deSouza, COO do Google Cloud.
Multicloud, Wiz e o mercado de US$ 188 bi em jogo
Com companhias distribuindo cargas de trabalho entre AWS, Azure e on-premises, a superfície de ataque cresce exponencialmente. O Gartner projeta que os gastos globais com cibersegurança cheguem a US$ 188 bilhões em 2026, sinalizando o tamanho da oportunidade que motivou a compra da Wiz por US$ 32 bilhões. Integrada ao Google Cloud, a plataforma oferece radiografias em tempo real de permissões, dependências e dados sensíveis – informação crítica para alimentar os novos agentes de IA.
Além de reduzir custos operacionais, a estratégia transforma a segurança de reativa em contínua. Com contexto privilegiado sobre seus próprios ambientes, as organizações podem finalmente usar a IA para antecipar falhas, não apenas responder a elas. Especialistas lembram que, na era dos modelos generativos, proteger pipelines de dados e pesos de rede neural torna-se tão vital quanto blindar servidores tradicionais.
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Crédito da imagem: Divulgação / Google