Líderes revelam como equilibrar agentes virtuais e pessoas no trabalho
Nubank — Durante o IT Forum Trancoso 2026, executivos de grandes empresas transmitiram um recado urgente: a adoção maciça de inteligência artificial já redefine organogramas e, se mal gerida, coloca em risco até modelos de negócio consolidados.
- Em resumo: Fintech trata IA como “ameaça existencial” e repensa toda a gestão de pessoas.
A corrida para integrar IA em cada processo
A CHRO Suzana Kubric contou que o banco digital estruturou um programa de transformação para injetar IA em todas as áreas — dos canais de atendimento às decisões de crédito. A estratégia inclui treinamentos em cadeia e contratações focadas em candidatos entusiastas de tecnologia, espelhando o alerta de mercado de que até 40% das tarefas repetitivas devem ser automatizadas até 2027, segundo projeção da MIT Technology Review.
“Se uma companhia AI-first surgir amanhã, ela pode nos superar como fizemos com a banca tradicional”, avisou Kubric.
Produtividade: humanos aprendem com agentes
Na agroindústria, o diretor Rodrigo Ribeiro Gonçalves relatou um experimento na Uisa: por três dias, um agente de IA superou operadores humanos em volume de produção; a partir do quarto, o quadro inverteu quando os colaboradores passaram a copiar — e aprimorar — os métodos do algoritmo. O resultado reforça a tese de que a inovação real nasce da soma entre criatividade humana e automação.
Para a professora Renata Marques, o desafio agora é arquitetar “times híbridos”, nos quais líderes saibam decidir quando escalar máquinas e quando investir em relações de alta proximidade, pois “quanto mais digital, mais high touch precisamos ser”. Dados da Gartner endossam a visão: 60% dos cargos de liderança técnica exigirão soft skills avançadas até 2028, na esteira da IA generativa.
Requalificação acelera, mas ansiedade cresce
A pressão por resultados imediatos eleva a ansiedade dos colaboradores. Pesquisa Antes da TI, a Estratégia, do IT Forum Inteligência, aponta que comunicação é o segundo maior gap de competências em equipes de TI (47%), atrás apenas de visão de negócio (49%). Para mitigar o efeito, especialistas sugerem rotinas de aprendizado contínuo, fóruns internos de boas práticas e KPI’s que valorizem colaboração entre humanos e agentes.
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Crédito da imagem: Divulgação / IT Forum