Ferramenta usa IA para impedir sexualização não autorizada e orientar vítimas
O Boticário – A marca de beleza anunciou recentemente o movimento Code Her, que inclui um bot na rede social X capaz de detectar tentativas de manipular imagens de mulheres e bloquear o conteúdo antes da exposição.
- Em resumo: o bot identifica deepfakes, derruba a exibição da foto e envia guia de denúncia à usuária.
Como funciona o bot Code Her
Desenvolvido pela agência AlmapBBDO, o bot opera de forma gratuita: após cadastrar-se no site do projeto, a usuária marca @codeherbot em cada postagem. Caso a IA Grok do X tente alterar a foto, o bot suprime a visualização e dispara um alerta com rotas legais de proteção — estratégia alinhada ao aumento global de deepfakes, tema explorado no Wired.
“Queremos avançar na construção de projetos que extrapolam o universo da beleza e propor soluções conectadas e construtivas”, reforça Carolina Carrasco, diretora de Branding e Comunicação do Boticário.
Escalada de crimes digitais pressiona mercado e legislação
Dados da ONG SaferNet apontam um salto de 224,9% nas denúncias de misoginia e violência online contra mulheres no país, impulsionadas por ferramentas de geração de imagens. Analistas da Gartner estimam que, até 2026, 30% do conteúdo visual circulando na web poderá ter origem sintética, elevando o risco de fraudes e exposições não consentidas.
O movimento Code Her também divulga cartilha com orientações sobre leis brasileiras, como a Lei Rose Leonel e a Lei Carolina Dieckmann, e cita iniciativas anteriores do Grupo Boticário, como o canal “Precisamos Falar” no WhatsApp, que em março registrou mais de 15 mil interações.
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Crédito da imagem: Divulgação / O Boticário