Executivo da Siemens alerta: “ou automatizamos já, ou ficamos para trás”
Siemens Digital Industries — Durante a Hannover Messe 2026, Cedrik Neike deixou claro que a próxima década industrial pertencerá a quem transformar IA generativa em produtividade palpável, não a quem apenas treinar modelos de linguagem.
- Em resumo: Europa corre para automatizar fábricas antes que o déficit de profissionais técnicos paralise a produção.
Do medo da demissão à urgência da automação
Neike relembrou que suas plantas altamente automatizadas em Erlangen e Hamburgo mantêm o mesmo nível de empregos desde os anos 80, apesar de ganhos de eficiência superiores a 40%. A fala ecoa estudos citados pela MIT Technology Review que projetam que, sem IA, fábricas europeias podem perder até € 550 bilhões em valor agregado até 2030.
“A grande questão não é se a IA vai tirar empregos, mas como vamos produzir o que o mundo precisa sem ela”, enfatizou o CEO durante a feira alemã.
Brasil entra no radar como hub estratégico
Ao contrário do velho receio de substituição, o executivo posicionou o Brasil — com cerca de 350 mil empresas industriais e gigantes como Embraer — como peça-chave de uma cadeia de suprimentos global cada vez mais volátil. A mensagem: fábricas que adotarem IA generativa para remover tarefas repetitivas liberarão talentos para áreas críticas de engenharia sistêmica e qualidade, hoje com déficit global estimado em 7,5 milhões de vagas, segundo o Fórum Econômico Mundial.
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Crédito da imagem: Divulgação / Siemens