Ranking pretende transformar metas verdes em competição internacional
Organização das Nações Unidas (ONU) – A entidade trabalha em um novo Índice de Relação com a Natureza que, ao quantificar o quanto cada país integra atividades humanas e ecossistemas, deve alterar a forma como governos definem investimentos ambientais.
- Em resumo: A métrica trocará indicadores de “fracasso ecológico” por pontuações de progresso, elevando a rivalidade por posições no topo da lista.
Três perguntas guiam a pontuação global
O grupo de cerca de 20 cientistas, autores e filósofos reunido em Oxford estruturou o índice a partir de questões simples: a natureza prospera e é acessível? Está sendo usada com cuidado? E permanece protegida? Segundo análise publicada na revista Nature, esses vetores se convertem em números comparáveis entre nações — um formato que historicamente acelera políticas, como já ocorreu com o IDH. Fontes da Bloomberg Green apontam que fundos de investimento em ESG monitoram de perto o projeto para calibrar portfolios futuros.
“Se pudéssemos medir aproximadamente cada uma dessas três coisas, os números poderiam se combinar em uma pontuação geral para a qualidade de uma relação entre humanos e natureza.”
Do medo à ambição: mudança na narrativa ambiental
Pedro Conceição, autor-chefe do próximo Relatório de Desenvolvimento Humano, defende que o novo índice abandone métricas baseadas apenas em emissões ou degradação. A lógica é impulsionar iniciativas que gerem benefícios econômicos e ecológicos simultâneos, como agricultura regenerativa ou projetos urbanos de biodiversidade. Para analistas de mercado, a simples divulgação de um ranking permanente pode movimentar bilhões de dólares em créditos de carbono e acelerar a adoção de tecnologias de sensoriamento remoto com satélites de alta resolução.
O que você acha? Seu país estaria preparado para disputar posições nesse novo ranking verde? Para mais detalhes, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / MIT Technology Review